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Dicas importantes para sua gestão

Apoiamos os supermercados a aumentarem sua rentabilidade liquida. Aqui seguem algumas recomendações importantes.

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Estrutura mercadológica

O cadastramento de produtos, assim como a defininição dos grupos, subgrupos etc, é fundamental para gestão. Ao cadastrar um produto em seu sistema ERP, o profissional deve saber exatamente a que departamento, categoria, família etc., o mesmo pertence.

O gerenciamento por categorias passa fundamentalmente por esta etapa, ou seja, se por exemplo formos cadastrar um produto do açougue, não poderemos vinculá-lo a estrutura mercadológica da padaria. São muito comuns os erros por exemplo de colocar creme de pentear no departamento de matinais junto aos cremes de baunilha, ou escova de dente no mesmo subgrupo da escova de cabelo.

Pois caso façamos a leitura dos relatórios de compra e venda por exemplo, tenhamos condições de saber exatamente a rentabilidade do departamente, onde o mesmo considerará este produto cadastrado corretamente.

Gestão de estoque

Gestão de estoque: um dos maiores desafios do supermercadista


Um erro muito comum é trabalhar sem informações atualizadas e precisas. Muitos supermercados ainda contam apenas com a experiência do gestor ou do comprador para definir o que comprar e quando comprar. O problema é que, sem indicadores de giro, cobertura de estoque e histórico de vendas, aumentam as chances de ruptura (falta de produto na gôndola) ou excesso de mercadorias paradas, que consomem espaço e capital de giro.

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Excesso de estoque também é prejuízo.
Outro erro frequente é acreditar que estoque cheio é sinônimo de segurança. Na prática, excesso de estoque representa dinheiro parado, aumento de perdas por vencimento, quebra operacional e dificuldade de controle. Produtos perecíveis, principalmente, exigem acompanhamento diário do giro, datas de validade e aplicação de estratégias como PVPS (Primeiro que Vence, Primeiro que Sai).

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Comunicação falha entre setores
Em muitos supermercados, o setor de compras decide sem conversar com quem está na operação ou no financeiro. Isso gera compras desconectadas da realidade da loja, sem alinhamento com campanhas, sazonalidades ou capacidade de armazenagem. A gestão eficiente de estoque depende de integração entre compras, frente de loja, reposição, financeiro e marketing.

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Como melhorar na prática:
Implantar inventários periódicos (parciais e gerais), acompanhar indicadores simples, como giro, cobertura de estoque e perdas, e treinar a equipe para registrar corretamente entradas, saídas e devoluções já gera grandes resultados. A tecnologia é aliada, sistemas de gestão ajudam, mas precisam ser alimentados corretamente. Mais importante que o software é a disciplina do processo e uma cultura de controle, prevenção e planejamento.

Caixa de digitalização para envio
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Prevenção de perdas

Prevenção de perdas começa com rotina e padrão, não com improviso


Um dos maiores erros dos supermercados é tratar perdas como “parte do negócio”. Nos setores de padaria, açougue e hortifruti, pequenas falhas de rotina geram grandes prejuízos no fim do mês. Uma dica simples, mas altamente eficaz, é implantar checklists operacionais diários com horários definidos e responsáveis claros. No hortifruti, por exemplo, revisar o ponto de maturação das frutas três vezes ao dia, separar produtos ainda aproveitáveis para cortes e sucos e ajustar a exposição conforme o giro evita descarte desnecessário. No açougue, padronizar cortes, controlar temperatura das câmaras e registrar sobras para reprocesso (como carne moída ou preparo de temperados) faz a diferença entre perda e lucro. Já na padaria, monitorar tempo de exposição dos produtos, ajustar quantidade de produção conforme histórico de vendas por horário e utilizar reaproveitamento seguro (como pão amanhecido transformado em farinha ou torrada) reduz descartes e aumenta a margem.

Mais do que tecnologia, é disciplina de processo. O supermercado que cria rotina, treina sua equipe e mede diariamente o que perde, é o mesmo que começa a ganhar mais, sem precisar vender mais.

Formação de preço de venda

“Preço baixo não é estratégia, é risco, principalmente sem imposto calculado corretamente.”
Um dos maiores erros no varejo alimentar é formar preço apenas com base no concorrente ou no “feeling” do comprador. Muitos supermercadistas se preocupam em vender mais barato, mas esquecem de verificar se estão de fato lucrando. Sem considerar corretamente a carga tributária (ICMS, substituição tributária, PIS, COFINS…) e os custos indiretos, o preço de venda pode estar dando prejuízo sem que o gestor perceba. E isso não aparece no caixa, aparece no final do mês, no resultado.

A dica é simples e poderosa: antes de definir preço, confira se o custo real do produto já inclui impostos, despesas operacionais e margem mínima necessária. Não dá mais para precificar “de cabeça”. Um produto vendido com 20% de margem aparente pode, na prática, render menos de 5% de lucro, ou até ser negativo, porque a carga tributária não foi considerada corretamente.

Supermercadista que busca rentabilidade de verdade não pergunta só “quanto eu vendo?”, mas sim: “quanto eu ganho por vender?”. A diferença entre vender muito e ganhar dinheiro está no cálculo, não no volume.

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